13 de agosto de 2009

Violência

Enquanto passeio reparo numa bela mulher
Fixando-me nela vejo que tem marcas no peito
Provavelmente serão cicatrizes de ataques do passado,
Provavelmente serão marcas de violência doméstica


Como é possível uma pessoa agredir aquele belo ser?
Não há desculpa possível para esse sujeito,
Espero que a justiça actue e que o torne condenado.
Pode ter sido um erro mas isso não o justifica.


Aquela linda mulher conseguiu exceder
O que muitos pensam ser apenas um acto de poder,
Mas o mais devastador não é a dor física
É sim a dor psicológica.


Este acto de coragem que sirva de lição
Para aqueles que pensam que não existe razão para se viver
A vida é um belo livro que se tem de ler
A vida tem que ser vivida com emoção

Ass: Dário Andrade

12 de agosto de 2009

A Resposta Cartesiana

Porque é que nos questionamos? E questionamos o questionar? É como a regressão infinita da filosofia. Não deixam de ter razão, esses filosofos da vida. Nada é garantido, nada é compreendido na totalidade, nada existe. E nós acabamos por nos perder em labirintos de palavras. Em querer saber.
Porque basta um sorriso, mesmo. Não são precisas explicações, nem complexas teorias e ciências. Um sorriso, só um sorriso basta.
Não interessa quem nem onde nem porquê. Not really. Como caricaturas de tempos melhores, qualquer pequeno sol serve. Sim, porque a esperança, essa não se deixa enganar. O tempo – esse é mais difícil.
Mas com palavras surdas e divagueios perde-se muito pelo caminho. Com a tua mão, não perco nada.
Não se ainda poder ver o teu sorriso.
Basta.

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07/02/09
V.S.

10 de agosto de 2009

Papel do Sofrimento

Aquilo que sinto não consigo descrever,
Se conseguisse os sentimentos pintar
Nesta folha de papel manchada de sofrimento,
Seria tudo mais fácil para a alma.

Nesta folha tento escrever
O código que não consigo decifrar,
Escrito no coração que sente o arrependimento
Por não dizer que te ama.

Esperarei todo o tempo que viver
Para ter novamente a tua confiança
Para ter novamente o teu amor
Nem que tenha de mudar a minha forma de estar.

Suportarei todo o meu sofrer
Para conseguir novamente a nossa aliança
Pois suportarei toda a dor
Provocada pelo medo de não te poder beijar.

Ass: Dário Andrade

19 de junho de 2009

Pressão!

Sinto-me enjaulado
Tal como um animal selvagem,
Preso nestas quatro palavras da poesia,
Como se não houvesse outra saida
A não ser escrever.

Quero deixar de estar encurralado
E poder viver a minha viagem
Como se não me restasse futuro para a poesia
Como se não sentisse a traição da vida.
Quero apenas viver!

Odeio ter sobre mim toda esta pressão
Mal consigo respirar este ar puro,
Esperava uma vida sem pressões e com felicidade
Cedo vi que isto não seria possivel.
Queria apenas ter vida de criança!

Sempre tive esse sonho no coração,
Mas espero retirar as pressões do futuro
E conseguir conquistar a eterna felicidade
Quero tornar esse sonho inquebrável
Pois a última coisa a morrer é a esperança.

Ass: Dário Andrade

1 de junho de 2009

Palavras

Gosto das palavras. De sonhar cuidadosamente cada significado, cada esperança escondida em cada som. De criar e re-criar o meu mundo, pintá-lo com tons mais alegres, de esquecer os passos perdidos no escuro. De brincar com os cheiros, as cores, os sabores, os sentimentos. De imaginar que, talvez um dia, serei capaz de fazê-lo. Talvez conseguirei voltar a sonhar. Esquecer um Verão cheio de música, um Verão cheio de ti. Queria voltar ao começo sem deixar de prosseguir. Será que posso olhar-te, pasmar para os sonhos imcompletos? Posso esticar a mão, tocar uma estrela?
Gosto das palavras. Da forma como não encontro suficientes para te descrever, como me engasgo com todos os pensamentos rebolando na minha mente. Da forma como são tão belas, mas tão poucas. Da forma como as dizes, as cantas, as tornas tão perfeitas. De como o silêncio por vezes enche o espaço entre nós, tornando as palavras, tão simples palavras, dolorosamente desnecessárias.

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24/09/07
V.S.

25 de maio de 2009

Saudade

Eu estou disposto a te esquecer,
Só para continuar com a nossa amizade,
Tenho pena, mas esta é a realidade.
Faço de tudo para não a perder.

Eu prometo que irei crescer,
De modo a manter a cumplicidade,
De modo nunca mais ter saudade
Daquilo que sentimos no tal amanhecer.

Será que irei conseguir?
Há dias que parece que sim, outros que não.
Nem que tenha o coração abrir.

Abrirei o meu coração,
Para esquecer o que estou a sentir
E esquecer toda a nossa paixão.

Ass: Dário Andrade

13 de maio de 2009

Utopia

Foi o azul.
Foi o azul foi o azul foi o azul. Foi a cornucópia de tons que afundam, afogam, afirmam. Em dicionário de línguas inventadas, como quem foge, como quem canta. Como quem muda. Perpetuamente – por aqueles que dizem ser fantasmas, que dizem ser eternos. Não passam de sonhos interrompidos.
Foi o verde.
Como derrota, ergues a tua bandeira. Qual luta? Qual guerra? Qual chuva, qual mal? Está tudo bem, dizes. E os ecos? E os restos? Fomos feitos para começar de novo, passar a vida a limpo, apagar todos os pecados, como que confessados em águas da Jordânia. E as memórias? E as visões?
Foi o preto – a ausência de cores.
Foi o branco – a junção de todas.
No fim, foi o lapso daltónico de quem não quer perder o medo.
E entre brincadeiras, de fogo, de luz, de mar, escreves-te a minha história, imaginando um mundo que faz sentido. Quão grande mentira...
E as nuvens perdem as cores, entre fumos de condenação. Nós? Nós vemos o mundo caminhar para o abismo, calados, quietos, na nossa julgada imensidão.
Tu esperas, no teu trono de ouro, com coroa de papel.
O resto? O resto perdeu-se no tempo.
É tarde de mais.
É tarde de mais.


Já não há azul.

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13/05/09
V.S.

Mudança de autores

Caros visitantes deste blog, venho por este meio informar que Rafaela Monteiro decidiu abandonar o blog por motivos pessoais nomeadamente falta de tempo para se dedicar ao blog.
Agradeço a participação e a colaboração da Rafaela Monteiro e gostaria de acrescentar que adorei trabalhar com ela. Deseje-lho a maior sorte para o seu futuro.
Rafaela Monteiro irá ser substituída por Vanessa Santos de 17 anos, natural da ilha Terceira e residente na Praia da Vitória.
Vanessa Santos escreve predominantemente prosa mas também escreve poesia.

E já que tenho esta oportunidade aproveito para revelar a minha verdadeira identidade. Chamo-me Dário Andrade, tenho 17 anos, natural da Ilha Terceira e residente em São Brás (Praia da Vitória). Sou colega de turma da Vanessa e frequento o 11º ano na Escola Secundária Vitorino Nemésio.

Agradeço a vossa atenção e compreensão.

Ass: Dário Andrade (Miguel Bettencourt)

21 de abril de 2009

Drogas

De inicio uma nova experiência,
Depois torna-se viciante,
Delas depende a nossa sobrevivência,
Se não as tivermos torna-se sufocante.

Os que não foram tentados
Não sigam esses caminhos,
Vocês serão os vencidos
e os viciados ficarão sozinhos.

As drogas são um desperdício
Do pouco tempo que temos de vida.
Vocês não fiquem com esse vicio
Pois ele è um relógio suicida.
Ass: Miguel Bettencourt

11 de abril de 2009

Poesia

Um simples gesto de cumplicidade
Mudou-me a vida para melhor.
Nele descobri que a poesia não basta ser bela
Tem que ser profunda e vinda do coração.
A poesia é igual à realidade,
Temos que sentir o seu sabor.
Para vivermos a beleza da tela
Ultrapassaremos os percalços do coração.

Não fugiremos desses problemas
Nem os tentaremos esquecer.
Devemos combate-los com toda a força
Para tirar-mos uma boa experiência.
Dirás a verdade à pessoa que amas
Verás que tudo se irá resolver.
Liberta as incertezas da tua cabeça
E vive a realidade com toda a transparência.
Ass: Miguel Bettencourt